Empregos no Japão:

Tudo o que você precisa saber

O que são os empregos no Japão

No final dos anos 1980 foi iniciado um ciclo migratório de brasileiros, descendentes de japoneses, para ocupar empregos no Japão. O país passava por uma fase de acelerado crescimento econômico e tinha grande necessidade de novos trabalhadores na indústria

Este ciclo ficou conhecido como Movimento Dekasegui, e ele tem se prolongado, por mais de trinta anos, até os dias atuais. Desde então uma comunidade de brasileiros se formou no Japão e ganhou espaço no mercado de trabalho do país.

Para ser elegível ao visto, o trabalhador tem que ser descendente de japoneses ou cônjuge.

Existe oferta abundante de empregos para brasileiros no Japão, a grande maioria das vagas está na indústria.

Isso não significa que não encontramos brasileiros em outras áreas de atuação. Há trabalhadores também nas mais diversas áreas como comércio, educação, meios de comunicação, construção civil e muitas outras. Mas, sem dúvida, a grande maioria dos mais de 200 mil brasileiros residentes no Japão, trabalha em atividades ligadas à indústria que vieram através dos serviços prestados pelas agências de recrutamento no Brasil.

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Os Tipos de Trabalho no Japão

A indústria japonesa é gigantesca, e se destaca no cenário mundial quanto à inovação tecnológica e forte presença da automação industrial.

Dentro do ramo industrial há diferentes tipos de trabalho, mas alguns deles tem grande destaque em relação ao número de vagas que oferecem.

Indústria Automotiva

A indústria de carros no Japão está entre as três maiores do mundo e já chegou a ocupar a primeira colocação no final da década de 1990. Muitas das maiores montadoras mundiais são japonesas com destaque para Toyota, Honda e Nissan.

Além das montadoras com forte presença internacional há também grandes montadoras que se destacam no mercado interno como a Daihatsu, Suzuki, Mazda e outras.

Devido à produção de veículos em larga escala a indústria japonesa emprega um enorme contingente de trabalhadores, entre eles milhares de brasileiros.

Os serviços na indústria automotiva são bem diversificados pois além de trabalhar diretamente na montagem dos automóveis há também muitas vagas em indústrias menores que fornecem peças e partes para as montadoras.

Os empregos no Japão no ramo de auto-peças costuma agradar os brasileiros pois os salários tendem a ser elevados além de oferecer uma boa quantidade de horas-extras para engordar o salário.

Dentro desse segmento existem atividades consideradas como serviço pesado, que exige do funcionário mais esforço e boas condições físicas, mas há também atividades mais leves podendo empregar mulheres e pessoas de meia-idade sem restrições.

A indústria de autopeças no Japão, bem como os serviços diretos e indiretos ligados ao ramo, estão espalhadas por todo o arquipélago, mas há uma maior concentração de vagas de trabalho nas províncias de Aichi e Shizuoka.

Componentes Eletrônicos

O ramo de componentes eletrônicos no Japão recebe constantes inovações e forte investimento. Este segmento abastece a indústria local bem como de diversos países para a produção de itens elétricos e eletrônicos.

A maior parte das atividades dentro do ramo de componentes eletrônicos é considerada serviço leve ou moderado. Muitas vezes o trabalho envolve atividades minuciosas e uso de microscópios para checagem dos processos de produção.

Uma vantagem do segmento é que o ambiente de trabalho costuma ser climatizado, o que é bem importante no Japão devido às estações do ano serem bem definidas. No verão o calor é intenso e o inverno é rigoroso, chegando à temperaturas negativas em boa parte do país, por isso um local de trabalho fresco no verão e aquecido no inverno terá grande impacto na qualidade de vida do trabalhador.

Os salários na indústria de componentes eletrônicos costumam ter um bom nível e também costuma apresentar oferta de horas extras, porém quem opta por trabalhar neste setor deve estar atento ao mercado interno e mundial.

As oscilações na demanda de componentes eletrônicos são frequentes por parte das indústrias de eletroeletrônicos, o que muitas vezes traz quedas bruscas na produção, e acaba diminuindo o número de horas trabalhadas, e por consequência impacta o salário final dos funcionários.

As principais províncias que oferecem vagas no no ramo de componentes eletrônicos são Aichi, Shimane e Fukui. As duas últimas tem destaque devido à presença de unidades da Murata Manufacturing Co., líder mundial do segmento, que emprega milhares de funcionários no mundo todo. A Murata de Shimane e Fukui, somadas, emprega cerca de cinco mil funcionários brasileiros.

Indústria de Alimentação

A indústria e processamento de alimentos cresce a cada dia no mundo inteiro, no Japão não é diferente. Pelo contrário, em um país onde o foco da população está na dedicação ao trabalho, o tempo para o preparo de alimentos se torna reduzido.

Outra característica do Japão, que aquece a indústria de alimentos, são as lojas de conveniência, ou kombinis que estão presentes em grande número no país inteiro. As redes de kombinis precisam ser abastecidas diariamente com opções frescas e prontas para serem consumidas. Uma das opções mais procuradas nos kombinis é o obentou. O termo poderia ser traduzido como “marmita”, mas tem um preparo elaborado, com pequenas porções de diversos alimentos, e costuma ter como base uma generosa porção de arroz. Esta marmita é levada para o trabalho ou escola, ou consumida no próprio local.

Existem indústrias especializadas em produção de obentou, são conhecidas como bentoya e empregam milhares de trabalhadores em todo o território japonês. Estas indústrias podem ser caseiras ou de grande porte. Algumas entregam diretamente ao consumidor e outras fornecem o produto aos kombinis ou supermercados.

Uma característica dos bentoyas é a grande oferta de arubaito, ou seja trabalho temporário, ou em bom português poderíamos chamar de “bico”. Quem está sem emprego fixo ou quem ganhar um dinheiro extra na folga pode recorrer aos arubaitos para completar a renda.

O setor também tem a tradição de receber funcionários de idade mais avançada e também jovens entre dezesseis e dezoito anos, que podem ter dificuldades em conseguir vagas nos outros segmentos.

Mas esta é somente uma das inúmeras atividades dentro da indústria alimentícia. Há ainda muitas outras como a indústria de beneficiamento de pescados, as padarias industriais, produção de biscoitos e sobremesas, e muitas outras.

A indústria alimentícia é um importante setor para os brasileiros que trabalham no Japão pois além de oferecer um grande número de vagas, apresenta estabilidade já que, mesmo em tempos de crise, como ocorreu no país em 2008 e 2011, o mercado de alimentos dificilmente é afetado.

Um ponto negativo deste segmento é a remuneração. O valor pago por hora costuma ser mais baixo que os demais setores e para atingir um bom ganho mensal é necessário jornadas de trabalho mais longas com horas-extras frequentes.

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A Jornada de Trabalho no Japão

A jornada de trabalho no Japão tem algumas características diferentes do que costumamos encontrar no Brasil. Mais uma vez a abordagem retrata a realidade da indústria, onde trabalha a maioria dos brasileiros que vive no país.

Carga Horária

A carga horária de trabalho no Japão costuma ser de oito horas, mas existem atividades com carga horária inferior, de quatro ou seis horas. Até aí não difere do que encontramos no Brasil, a diferença está na quantidade e frequência de horas extras trabalhadas.

Horas Extras

No Japão é comum fazer horas extras e isso costuma agradar a maioria dos trabalhadores pois nas horas extras há um adicional de 25% sobre o valor pago pela hora.

Em algumas indústrias as horas extras são diárias e compulsórias, em outras as horas são eventuais e a maioria das vezes são opcionais.

Devido à remuneração vantajosa muitos trabalhadores acabam fazendo um número excessivo de horas extras, chegando a trabalhar 14 ou 16 horas por dia. Para evitar esta prática a Lei Trabalhista do Japão determina um limite máximo de 40 horas de trabalho semanal.

Caso a empresa tenha a necessidade de ultrapassar esta quantidade de horas um acordo deve ser firmado com o sindicato local dos trabalhadores e homologado pelo Ministério do Trabalho.

A partir de abril de 2019 está em vigor uma lei que limita as horas extras a um total de 45 horas mensais. Esta mudança está sendo gradativa para as pequenas indústrias mas nas grandes já entrou em vigor.

Turnos de Trabalho

Uma característica que difere a jornada de trabalho no Japão, em relação ao Brasil, é a existência de turnos de trabalho noturno na maioria das indústrias.

A indústria japonesa não para e na maior parte das fábricas há trabalho durante 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Os turnos de trabalho no Japão costumam se dividir em três tipos:

Hirukin – Trabalho em horário diurno, como costumam ser os turnos de trabalho no Japão.

Yakin – Trabalho em horário noturno. Muitos trabalhadores preferem trabalhar nesta modalidade pois, devido ao adicional noturno recebido nas horas trabalhadas entre as 22h. e 5 da manhã incide adicional noturno de 25% sobre o valor recebido.

Nikkotai – Turnos alternados de hirukin e yakin. Neste caso o trabalhador alterna entre turnos diurnos e noturnos em períodos que costumam ser semanais ou quinzenais.

Esta é a modalidade mais utilizada atualmente na indústria japonesa. Neste caso o trabalhador deve estar atento ao desgaste físico que a jornada alternada pode trazer.

Quando não acontecer uma boa adaptação ou houver dificuldade em manter um rotina de sono saudável a melhor opção é não prolongar por muito tempo o turno de trabalho na modalidade de nikkotai.

 

A Rotina de Trabalho no Japão

Devido à carga horária de trabalho no Japão, que costuma ser pesada, a rotina de vida de grande parte dos brasileiros que vive no país costuma ser bem parecida.

Em geral a rotina de fábrica no Japão tem muitos pontos em comum, mudando alguns detalhes dependendo do tipo de trabalho e região de moradia.

Fora do ambiente de trabalho o dia a dia, em geral, se resume a ir para a fábrica, cozinhar em casa ou comprar obentou pronto em supermercados e kombinis, retornar para casa no final do dia, e terminar a noite com uma atividade mais relaxante como assistir TV, acessar as redes sociais ou jogar game.

As folgas costumam ser dedicadas ao descanso e também algumas atividades rotineiras como lavar a roupa, limpar a casa e fazer pequenos passeios aos Shopping Centers ou restaurantes.

A maioria dos trabalhadores geralmente acaba sem tempo ou sem disposição (ou nenhum dos dois) para se dedicar à atividades extras como hobbies, educação ou atividades esportivas.

Para quem planeja ficar no Japão por um período curto não haverá grandes problemas em ter o trabalho como foco quase exclusivo, porém aqueles que vão permanecer mais de dois anos trabalhando no país devem dedicar uma atenção especial à saúde física e também emocional.

Reservar tempo para passeios agradáveis, se dedicar a uma atividade prazerosa ou fazer atividades físicas regulares, mesmo que leves, são uma boa maneira de sair da rotina e procurar opções para uma melhor qualidade de vida.

Quanto ganha um trabalhador no Japão?

O valor do salário no Japão é um assunto que interessa qualquer brasileiro que pensa em ir trabalhar no país, afinal nove entre dez brasileiros que pensa em trabalhar no Japão tem como objetivo o ganho financeiro, embora muitos busquem também outros benefícios como melhor qualidade de vida e maior segurança.

Para saber quanto se ganha no Japão é necessário um pouco de matemática, isso acontece porque o cálculo é feito por hora trabalhada. Para saber quanto será o salário você deve calcular o número de dias trabalhados no mês, além de somar o acréscimo por horas extras e adicional noturno.

Para facilitar esta conta a Agência Haru desenvolveu uma calculadora de salário onde você fornece algumas informações como valor pago por hora, turno e quantidade média de horas extras e o valor do salário mensal é calculado.

Excelente, quero trabalhar no Japão também

Agora que você já sabe tudo sobre o trabalho no Japão, que tal solicitar uma vaga de emprego?

Lembrando que só é valido para descendentes de japoneses (ou cônjuge).

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