Será que dá certo um emprego no Japão para casal com filho? Esta é uma pergunta que ouvimos muito e a resposta é: – Sim, dá certo! Mas antes de arrumar as malas é muito importante procurar as informações adequadas para não encarar surpresas desagradáveis. A dica é simples – informação e planejamento.

Educação

A primeira questão é sobre a Escolas. Este é um assunto deve ser tratado com atenção, primeiro porque uma boa educação vai proporcionar aos nossos filhos a chance de um futuro melhor e é um importante legado que deixamos para eles. Segundo porque é na escola que as crianças passarão a maior parte do tempo enquanto os pais trabalham.

Antes de optar por uma vaga de emprego procure saber se na cidade existem vagas nas escolas e se a moradia é próxima. No caso de crianças pequenas é preciso saber se há Creche ou Jardim de Infância.

lápis de cor alinhado

Para quem não domina o idioma japonês é essencial saber se a cidade dispõe de intérpretes nas escolas, pois além de auxiliar na adaptação das crianças, os intérpretes ajudam na comunicação entre os pais e professores.

Você pode encontrar mais informação sobre Escolas no Japão clicando aqui.

Jornada de Trabalho

Uma escolha difícil que os pais terão que fazer, logo no início, é se vão trabalhar em horários iguais ou horários alternados  (hantai como costumamos falar no Japão).

A vantagem de trabalhar hantai é ter sempre um dos pais em casa, desta forma as crianças não ficarão sozinhas e quando se trata de crianças pequenas, sempre haverá um dos pais para levar ou buscar na creche.

A desvantagem é que o casal terá pouco tempo juntos e dependendo da jornada diária de cada um, a convivência familiar poderá ser muito afetada. Muitas vezes pode ser difícil conciliar as folgas e ficará complicado organizar eventos e passeios em família.

Caso os dois decidam trabalhar no mesmo turno, será preciso contar com a ajuda de outra pessoa para tomar conta dos filhos enquanto estiverem fora. Em muitas cidades há cuidadores que prestam este serviço, mas é importante verificar antes sobre disponibilidade e valores cobrados.

Para quem tem familiares no Japão, e vão morar na mesma cidade, é possível organizar um sistema de revezamento onde alternam os cuidados das crianças conforme a folga de cada um, e todos podem ser beneficiados.

Outra opção que deve ser considerada é levar como acompanhante uma pessoa da família para ajudar no cuidado dos pequenos. Porém neste caso o parente também deve ser descendente e elegível ao visto.

Caso deseje saber mais sobre as creches e jardim de infância, clique aqui.

Custos

Quem tem filhos sabe que criança dá despesa, em qualquer lugar do mundo. É preciso considerar que uma família completa tem despesas mais altas que um casal sem filhos.

Casais com filhos terão uma despesa maior com moradia pois será necessário um imóvel mais espaçoso, além de gastos mais elevados com água, gás, energia e alimentação. É preciso também considerar a despesa com educação, pois no Japão, as escolas, mesmo sendo públicas, não são gratuitas. Na escola há ainda as despesas com uniformes, materiais e viagens.

Mesmo com as despesas extras trazidas pelos filhos, nas famílias onde o pai e a mãe trabalham, o orçamento costuma ser confortável e oferecer folga para despesas com lazer. Não será difícil também fazer uma reserva financeira, caso haja um bom planejamento.

Muitas vezes, há períodos em que somente um dos pais trabalha fora, como no caso de filhos muito pequenos ou cidades onde não há vaga nas Creches, ainda assim é possível ter uma vida confortável para a família, porém fica mais difícil sobrar dinheiro para guardar.

Nestes casos há opção de trabalhos temporários, ou arubaito, que podem ser feitos por algumas horas diárias ou nos finais de semana. Há também trabalhos que podem ser realizados em casa e o pagamento não é por hora, mas por produção.

Muitos brasileiros que não podem trabalhar em fábricas estão exercendo as profissões que tinham no Brasil, aqui no Japão. Há muito espaço para expandir o mercado de serviços à comunidade brasileira. Muitos começam com trabalhos informais, mas o ideal é pensar em formalizar a atividade assim que for possível. Para isso há cursos e certificados específicos para cada atividade, é bom se informar e ter um negócio dentro das leis e exigências japonesas para não ter aborrecimentos.

Escola Japonesa ou Escola Brasileira

Esta é uma decisão que cabe a cada família. Para cada opção há os ¨prós e os contras¨ que devem ser considerados para uma escolha consciente.

Caso a família faça opção por matricular os filhos em Escola ou Creche brasileiras, deve se informar, antes, se na cidade para onde vai ou nas imediações há instituições de ensino disponíveis.

Muitas escolas brasileiras oferecem transporte escolar para cidades vizinhas ou até a Estação de Trem mais próxima, quando se trata de jovens do Ensino Médio. Porém, é aconselhável informar-se sobre isso antes de sair do Brasil, pois há muitas cidades que são distantes de qualquer Escola Brasileira.

O melhor presente é estar presente

O Japão é um país muito seguro, por isso podemos deixar os filhos mais crescidos sozinhos em casa. Porém, não podemos nos descuidar e devemos acompanhar o dia a dia dos jovens.

Em primeiro lugar é importante manter um diálogo constante com os filhos e procurar saber sobre suas ideias e planos de futuro. É importante saber quem são as companhias dos filhos, e procurar conhecer pessoalmente seus amigos e colegas.

criança brincando com game e mãe olhando

Os meios eletrônicos facilitam muito a vida moderna, mas em excesso podem prejudicar o desenvolvimento e interação social do jovem ou criança. É bom ter regras em casa sobre utilização e as limitações do uso de dispositivos eletrônicos e reservar algum tempo para o convívio familiar.

Uma realidade da vida moderna, também muito presente no Japão, é a tendência de tentar substituir a falta de tempo com compensações materiais. Desta forma os pais acabam enchendo os filhos de presentes cada vez mais caros como forma de preencher a falta de presença que acaba acontecendo devido às longas jornadas de trabalho, tão comuns no Japão. Nesse caso, os presentes, muitas vezes, são Smartphones, Videogames, Tablets e Computadores. O excesso de eletrônicos acaba por diminuir o espaço para o convívio familiar, agravando ainda mais o problema, criando um círculo vicioso.

A importância do convívio familiar

Muitas famílias o

ptam por deixar os filhos com familiares no Brasil, a maior parte das vezes com os avós. Cabe aos pais tomar esta decisão pois cada família conhece sua própria realidade e as necessidades de seus filhos.

família virada para a câmera, sorrindo

Quando o período de separação é curto, como um ou dois anos, ficar no Brasil pode ser mais fácil, principalmente para as crianças, mas quando o plano da família é estender a permanência por um período mais longo, a decisão da separação torna-se mais difícil.

A convivência familiar com os pais e irmãos é muito importante para o desenvolvimento de crianças e jovens, e além disso a experiência de morar no Japão oferece outros benefícios. A possibilidade de aprender uma língua estrangeira e de conhecer uma cultura e costumes diferentes marcará a vida deles para sempre.

Vida Nova para a Família no Japão

Tendo em mente as considerações acima, e buscando as informações necessárias, a adaptação da família no Japão será bem mais tranquila. Planejar com cuidado a mudança vai trazer mais segurança e conforto na viagem rumo à nova vida no Japão.

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